Simpósio reforça importância do cuidado com a Segurança do Paciente

Postado em: 16/11/2016

A Segurança do Paciente é um componente essencial da qualidade do cuidado, e tem adquirido cada vez mais importância mundial. Os incidentes associados ao cuidado de saúde, e em particular os eventos adversos com danos ao paciente, representam uma elevada taxa de mortalidade no mundo.

Para refletir sobre essas questões, os colaboradores e parceiros do Hospital Nipo-Brasileiro (HNB) participaram do V Simpósio de Segurança do Paciente, que teve como tema principal “A Importância dos Profissionais da Saúde na Segurança do Paciente”. O evento reuniu cerca de 200 pessoas em dois dias de programação.

Na abertura, o Superintendente Geral do Hospital Nipo-Brasileiro, Dr. Walter Amauchi, resumiu bem a questão. “Se o hospital tivesse que realizar uma única atividade, seria a segurança do paciente. Precisamos nos empenhar e cuidar desse assunto, para que seja cada vez mais apurado e desenvolvido”, afirmou.

Programação variada

A primeira palestra do Simpósio foi sobre “A importância dos profissionais da saúde na segurança do paciente”, com a Enfª. Andréa Righi, Gerente de Certificação da ONA - Organização Nacional de Acreditação, que apresentou dados do relatório “Errar é Humano”, lançado em 1999 pela Institute of Medicine (IOM), considerado um divisor de águas na área.

Andréa apresentou matérias jornalísticas e pesquisas acadêmicas sobre o tema e completou sua apresentação com dados recentes e alarmantes: “em outubro deste ano, foi apresentado um estudo conjunto da Universidade Federal de Minas Gerais e do Instituto de Ensino de Saúde Suplementar, demonstrando que mais de 2 pacientes morrem a cada 3 minutos nos serviços de saúde brasileiros, em decorrência de eventos adversos. Essa é a realidade brasileira, dentro dos nossos hospitais, e precisamos mudar essa situação”, alertou.

Em seguida, a CTO – Chief Technical Officer do IQG (IQG - Health Services Accreditation ) e da Accreditation Canada no Brasil, Mara M. Machado, fez uma apresentação sobre o tema “Por que o modelo de Medicina Hospitalar pode ser considerado um fator complicante para a melhoria dos hospitais?”.

“A estrutura da segurança do paciente evoluiu muito pouco em termos de resultados e avanços dentro das instituições. Quando observamos pelo foco da gestão, vê-se que o problema é o modelo que temos dentro das instituições de saúde, que são organizações profissionais, onde o poder está no conhecimento, e não na operação. Para fazer mudanças significativas, será necessário mudar o modelo de gestão das instituições”, analisou Mara.

Encerrando a programação do primeiro dia, o Dr. Lucas Zambon, Diretor Científico do Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente, trouxe referências do cinema, do estilo de vida atual e do cenário internacional para falar sobre o tema “Quadruple Aim – Considerando os pilares: Melhor saúde das populações; Melhor experiência individual do cuidado; Redução do custo assistencial per capita e Engajamento da equipe de trabalho”.

Gerenciamento de conflitos

O segundo dia da programação teve como destaque as palestras “Como assegurar a Segurança do Paciente em situações de urgência e emergência?”, com o Dr. Antônio Nogueira, Coordenador do Pronto Atendimento do HNB, e “Estratégias para o engajamento dos colaboradores e médicos e seu impacto na satisfação e fidelidade dos clientes”, com a Dra. Cláudia Laselva, Enfermeira e Mestre em Nefrologia e Ciências Básicas pela UNIFESP, Gerente de Pacientes Internados e Apoio Assistencial do Hospital Israelita Albert Einstein.

A programação foi encerrada pelo Capitão da Polícia Militar do Estado de São Paulo, Wellington Reis, Comandante da 4ª Companhia do GATE (Grupo de Ações Táticas Especiais), equipe especializada em situações-limites, como desarmamento de bombas e negociação com reféns, na palestra “Estratégias de Negociação em Conflitos”.

“A nossa expectativa é sempre trabalhar a questão da cultura da segurança do paciente, para que os profissionais entendam qual o seu papel e a sua responsabilidade no cuidado com o paciente. O capitão Reis lida com situações extremamente críticas, em um segmento que é diferente do nosso, mas pudemos enxergar um paralelo, pois nós também lidamos com momentos críticos no ambiente hospitalar”, resumiu a Coordenadora da Qualidade do Hospital Nipo-Brasileiro, Tatiana Lima Romão.


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