Médicos do HNB participam de intercâmbio no Japão

Postado em: 10/03/2014

Comprometido com a busca da excelência e novas tecnologias, o Hospital Nipo-Brasileiro mantém como uma de suas prioridades estratégicas, um programa permanente de aprimoramento técnico de seu corpo profissional.

Nesse sentido, merece destaque o programa de intercâmbio internacional mantido anualmente pelo HNB com universidades e institutos renomados do Japão, EUA e Europa. Além de receber profissionais médicos de outros países, o HNB envia integrantes de suas equipes médicas para treinamento, cursos e estágios nesses países reconhecidos como verdadeiros centros de excelência.

Além de agregar novos conhecimentos e competência técnica que se traduzem em importantes diferenciais no campo da especialização, esse programa de intercâmbio contribui para a inserção do HNB no seleto grupo de instituições médico-hospitalares sintonizados de forma permanente com o conhecimento e as chamadas tecnologias de ponta.

Experiência

Dr. Carlos Alberto Kendy Kumagai, tocoginecologista e Coordenador do Setor de Obstetrícia e Ginecologia do HNB, participou desse programa de intercâmbio no período de 17/02/14 a 05/03/14, a convite da NASHIN – Nagasaki Association For Hibakushi’s Medical Care, ou Associação de Assistência Médica das Vítimas da Bomba Atômica de Nagasaki.

Dr. Kendy, como é conhecido, destacou nesse estágio todo o trabalho desenvolvido até os dias de hoje de monitoramento dos níveis de radiação e contaminação na população local, em especial, nas mulheres grávidas e crianças.

Segundo ele, o conhecimento e a percepção da grande tragédia que se abateu sobre toda população acabou influenciando uma maior necessidade de humanização do atendimento, enriquecendo a relação médico-paciente e desenvolvendo um admirável senso de solidariedade nas relações sociais.

Dr. Kendy  revela que, a exemplo de Hiroshima, o forte impacto dessa tragédia na população  de  Nagasaki,  acabou resultando num  registro  histórico  e um  impressionante banco de dados e de conhecimento sobre todos eventos e experiências  atômicas ocorridas em todo mundo  até os dias atuais, como os de Chernobil, na Rússia,  da usina de Tree Miles Island e do Novo México,  nos EUA,  das experiências francesas no Atol de Bikini, no Pacífico e, mais recentemente, na usina de Fukushima, no Japão.

Lição

Um capítulo importante desses registros refere-se à existência em nosso país de um contingente de 120 sobreviventes da radiação atômica de Nagasaki e Hiroshima e até hoje sob o acompanhamento médico de dois hospitais brasileiros, um dos quais o HNB.

Classificando como uma verdadeira lição de disciplina, Dr. Kendy declara ter ficado particularmente impressionado com o alto nível de comprometimento social e profissional e, principalmente, de tecnologia e de infraestrutura hospitalar constatados em seu estágio em Nagasaki.

Apesar desse grande gap tecnológico existente hoje  entre a nossa realidade e a  japonesa, no campo cirúrgico, porém, o Dr. Kendy destaca  a criatividade e a capacidade técnica como um grande  diferencial brasileiro: “Talvez a falta de uma matriz tecnológica tão avançada como a existente hoje no Japão venha contribuindo para o desenvolvimento maior da qualidade  e eficiência registrados hoje na cirurgia brasileira,  que  usa a criatividade para  compensar essa grande lacuna tecnológica“, finaliza ele.

 

 


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