HNB investe em talento e tecnologia nos serviços de endoscopia digestiva

Postado em: 16/07/2013

Consagrada hoje como uma das especialidades de excelência do Hospital Nipo-Brasileiro, a Endoscopia Digestiva tem se revelado cada vez mais como a principal responsável pelo crescente sucesso nas atividades de diagnóstico e tratamento das doenças do esôfago, estômago e duodeno, além do cólon e das vias bilio-pancreáticas. Realizado por um médico especializado, o exame é feito através de um tubo flexível com um chip eletrônico em sua extremidade, chamado videoendoscópio, que possibilita a visualização da imagem do tubo digestivo em um monitor de alta definição, permitindo além da visualização da mucosa ou revestimento interno do aparelho digestivo, também uma avaliação detalhada do órgão e a coleta de materiais para complementação diagnóstica.

Além da finalidade diagnóstica, a endoscopia ampliou seus horizontes para a realização de procedimentos terapêuticos, graças ao aprimoramento técnico e desenvolvimento de novos acessórios, como as ressecções de pólipos, gastrostomias, dilatações de esôfago e estenoses (estreitamentos) cicatriciais ou pós-operatórias. E a área de atuação vem se ampliando com a realização de cirurgias endoscópicas para a ressecção de tumores, drenagem de coleções, colocação de próteses para tratamento de tumores e, mais recentemente, a miotomia de esôfago como opção terapêutica para tratamento de megaesôfago.

EQUIPAMENTOS

Todos estes procedimentos são uma opção menos invasiva que os tratamentos cirúrgicos convencionais, com recuperação mais rápida e menor impacto na qualidade de vida. O avanço tecnológico e o desenvolvimento de novos aparelhos, como a cápsula endoscópica ou enteroscópio e o recurso da ultrassonografia acoplada ao endoscópio, trouxe possibilidade de examinar o intestino delgado e a avaliação de toda a parede do tubo digestivo e de estruturas contíguas, como o fígado, vias biliares e pâncreas.

O médico endoscopista do aparelho digestivo, Dr. Nelson Miyajima, responsável por esse setor no Hospital Nipo-Brasileiro, destacando o alto nível de modernização dos equipamentos utilizados hoje pela instituição nos exames diagnósticos e tratamento, explica que os aparelhos comumente utilizados são: o vídeogastroscópio, utilizado para exames da chamada parte alta do aparelho digestivo, que abrange o esôfago, estômago e a porção inicial do duodeno; o vídeo-colonoscópio, usado especificamente para a visualização da chamada parte baixa do aparelho digestivo, que compreende intestino grosso ou colo e o reto; e o vídeo-duodenoscópio, empregado para o exame e procedimento das vias bilio-pancreáticas.

Contrariando o receio de alguns pacientes, o Dr. Nelson Miyajima explica que os procedimentos endoscópicos atuais são indolores, tanto para a realização da endoscopia alta quanto da baixa, que são feitos sob sedação endovenosa e os riscos são muito baixos. Durante esses exames, segundo ele, a respiração dos pacientes é normal e a sua oxigenação é monitorizada através de equipamento. Em termos de duração, o exame de endoscopia digestiva alta leva de 5 a 10 minutos, enquanto o da baixa de 15 a 30 minutos, podendo prolongar-se em situações mais complexas.

Nos procedimentos iniciais, examina-se totalmente o órgão investigado para verificar a existência de algum tipo de alteração em seu revestimento, como ocorre, por exemplo, nos exames preventivos de câncer de estômago, esôfago e intestino grosso. As lesões, em sua maioria, em geral são pequenas ou superficiais e podem ser removidas assim que detectadas ou realizadas biópsias inicialmente e programada a ressecção endoscópica.

FATORES

A grande maioria dos tumores do tubo digestivo se inicia na camada mais superficial da parede que é a mucosa, particularmente no epitélio. Nas fases iniciais as lesões são pequenas e muito discretas, podendo apresentar alterações na coloração (avermelhada ou esbranquiçada), na superfície irregular e podendo ser planas, elevadas ou escavadas. Para a detecção nesta fase inicial é fundamental o exame endoscópico detalhado através de aparelhos com boa definição de imagem e o reconhecimento da lesão.

Com o avanço da lesão, o tecido tumoral substitui gradualmente o tecido normal comprometendo os planos mais profundos, como a camada muscular e a do revestimento externo e até mesmo atingir órgãos vizinhos, gerando a chamada metástase por contiguidade. Da mesma forma, pode produzir metástases à distância, como por exemplo, no fígado e no pulmão, através das células liberadas do tumor primário transportadas pela circulação sanguínea ou linfática.

Dr. Nelson Miyajima esclarece ainda que o câncer é classificado de acordo com o tipo de célula que originou o tumor. Os do tubo digestivo, em sua grande maioria, são adenocarcinomas (estômago e intestinos delgado e grosso) e carcinomas edspinocelular (esôfago). Outros tipos são menos frequentes como linfomas, sarcomas e outros tipos mais raros.

Apesar de todos os avanços da medicina moderna, porém, não se conseguiu estabelecer até agora a causa e nem as razões que levam algumas pessoas a desenvolverem essa doença. Pesquisas realizadas pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) revelam que a soma de alguns fatores de risco, como por exemplo, aspectos relacionados com a pessoa, como a sua hereditariedade, seus hábitos, seu ambiente e a presença de bactéria (Heliobacter Pylori) no caso do tumor do estômago, aumentam a possibilidade de câncer.

DIFERENCIAIS

Em razão disso, destaca-se a importância de um elenco de medidas preventivas capazes de reduzir o risco de desenvolver estes tipos de tumores, como por exemplo, a prática de atividades físicas, evitando o sedentarismo e a obesidade; manter uma alimentação saudável e priorizar a qualidade de vida, evitando hábitos de consumo excessivo de sal; evitar o stress, álcool e tabagismo; manter práticas de higiene bucal e, principalmente, realizar exames com finalidade preventiva de tumores (neoplasias), que em sua fase inicial são assintomáticos, ou seja, não apresentam sintomas capazes de levantar qualquer suspeita que estejam desenvolvendo algum tumor. Essas lesões, segundo o Dr. Nelson Miyajima, quando precocemente detectadas, apresentam um grande potencial de cura, inclusive, em muitos casos, por tratamento endoscópico.

Com equipamentos de última geração e um corpo clínico altamente especializado e experiente, o Hospital Nipo-Brasileiro desenvolve hoje diagnósticos precisos e cirurgias inovadoras de endoscopia digestiva, com o suporte de estrutura para centro cirúrgico, UTI, se necessário. Um exemplo disso e considerado um diferencial nos serviços de endoscopia digestiva prestados pelo HNB, é a técnica de ressecção endoscópica das lesões do tubo digestivo com finalidade terapêutica, conhecida como Dissecção Submucosa Endoscópica (ESD, sigla em inglês) e executada pela primeira vez no National Câncer Center Hospital, do Japão, em 1999.

DR.NELSON MIYAJIMA: UM ESPECIALISTA ALTAMENTE QUALIFICADO NO SETOR DE ENDOSCOPIA DIGESTIVA DO HNB

Dr. Nelson Miyajima: “Os procedimentos atuais são indolores”

Médico endoscopista, titular da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED) e responsável pelo setor de endoscopia digestiva do Hospital Nipo-Brasileiro, é formado pela USP (1990), com especialização em cirurgia geral (1991/1992) e endoscopia digestiva (1993) no Hospital das Clínicas da FMUSP (HCFMUSP), reúne desde 1994 uma experiência como médicoassistente do Serviço de Endoscopia Gastrointestinal do HC; desde 1995 no Hospital SBC, na Vila Leopoldina; e desde 1997 no Fleury Medicina e Saúde. Adicionalmente, o curriculum vitae do Dr. Nelson apresenta cursos de especialização realizados em diversos hospitais e universidades do Japão, considerado hoje o centro internacional de excelência em endoscopia digestiva, como: Akita Red Cross Hospital (1995); Universidade de Chiba (1997); Universidade Showa de Yokohama (2001); National Câncer Center de Tokyo (2007); Universidade de Kobe (2010 e 2011); além de médico convidado do Gastrocentro da Universidade de Campinas (Unicamp). Ministra palestras em diversos cursos, como da SOBED e nos hospitais Sírio-Libanês, Albert Einstein, Ana Costa, Santa Catarina e do Instituto do Câncer (ICESP).


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