HNB adota tratamento multidisciplinar e laser no combate a problemas renais

Postado em: 18/02/2014

(Foto: Divulgação)

O cálculo renal, litíase, ou simplesmente pedra nos rins é uma doença muito comum que afeta uma em cada cinco (05) pessoas ao longo da vida. Trata-se de um problema sério, que provoca dores intensas e pode exigir internações e cirurgias de urgência, além do risco de perda da função renal e infecção urinária de graves consequências.

Numa definição simples, o cálculo renal é causado pela agregação de cristais que se formam no rim. Geralmente, a dor ocorre quando o cálculo migra em direção à bexiga através do “canal” do ureter. O ureter possui três pontos anatômicos de menor calibre onde o cálculo pode impactar e permanecer um tempo maior, levando à obstrução e dilatação do rim e, consequentemente, intensa dor nas pessoas afetadas.

Dr. Paulo Sakuramoto, médico especialista do Setor de Urologia do Hospital Nipo-Brasileiro (HNB), esclarece que o diagnóstico do cálculo renal ou ureteral pode ser feito através de ultrassom, urografia excretora ou com tomografia, e seu tratamento depende basicamente da localização do cálculo, de seu tamanho, de sua densidade e dos sintomas do paciente.

Tratamento

Na condição de referência regional no setor de urologia, o HNB tem se destacado pela busca permanente de diferenciais e tecnologias capazes de assegurar as melhores soluções e alternativas de tratamento a seus pacientes.

As alternativas de tratamento, segundo Dr. Sakuramoto, podem contemplar desde um simples acompanhamento e medidas clínicas, passando por soluções minimamente invasivas como litotripsia extracorpórea por ondas de choque (LECO), retirada do cálculo através de ureteroscopia, cirurgia renal percutânea, cirurgia laparoscópica ou cirurgia convencional.

Dr. Sakuramoto explica que a Litotripsia extracorpórea (LECO), é um tratamento indicado para cálculos renais de até 1,5 cm de tamanho e que não sejam muito duros. Nesse caso, um equipamento gera ondas de choque que são direcionadas para o cálculo, com o objetivo de fragmentá-lo para que o paciente possa eliminá-lo espontaneamente. E caso o cálculo não seja eliminado totalmente, podem ser exigidas outras aplicações.

Por sua vez, os cálculos ureterais são tratados pelo método da ureterolitotripsia, através do qual, equipamentos endoscópicos que visualizam o cálculo e o fragmentam com laser, ultrassom ou pelo litotridor pneumático.

Para o tratamento de cálculos renais com mais de 2cm de tamanho, a opção mais indicada e com boa taxa de sucesso é a cirurgia renal percutânea, na qual uma câmera é introduzida no rim através de uma punção percutânea na região lombar do paciente, por onde o cálculo é fragmentado e retirado.

TUMORES

A cirurgia laparoscópica em urologia, que começou como um método diagnóstico, hoje é também uma das alternativas para o tratamento de diversas doenças urológicas, como a pieloplastia (estreitamento do ureter), para a retirada de tumores renais e suprarrenais e, atualmente, de tumores malignos da próstata.

O Dr. Sakuramoto explica que a técnica laparoscópica consiste em pequenas incisões no abdome ou região lombar do paciente, através das quais são introduzidos uma câmera e pinças, que permitem visualizar o interior do corpo e a realização do ato cirúrgico.

Lembrando que o câncer de próstata é hoje o segundo maior responsável pelo número de mortes no país, perdendo apenas para o câncer de pulmão, Dr. Sakuramoto destaca a importância da interação dos setores de urologia e de oncologia clínica, uma vez que o tratamento de um câncer invasivo exige um acompanhamento multidisciplinar, que é reconhecidamente o ponto forte do HNB.

ROBÓTICA

Dr. Sakuramoto esteve recentemente em visita à Universidade de Kanazawa, no Japão, para atualização em relação ao desenvolvimento de cirurgia robótica no tratamento de problemas urológicos.

Segundo ele, trata-se de uma técnica que utiliza a cirurgia laparoscópica acoplada a uma plataforma robótica para auxiliar o ato operatório. E a exemplo do que ocorre na cirurgia laparoscópica, são efetuadas pequenas incisões através das quais são colocadas pinças especiais acopladas à plataforma robótica comandada pelo cirurgião que, com uma visão tridimensional do interior do corpo humano, realiza os movimentos cirúrgicos através de um instrumento que traduz os movimentos e envia as informações à plataforma robótica.

Dr. Paulo Sakuramoto Dr. Paulo Sakuramoto (Foto: Raissa Lira)
Médico da Equipe de Urologia do Hospital Nipo-Brasileiro desde 1990, Dr. Paulo Sakuramoto, de 57 anos, é formado desde 1980 pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Adicionalmente, é Professor Assistente e Chefe do Grupo Geral da cadeira de Urologia da Faculdade de Medicina do ABC. 


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