Atendimento Multidisciplinar no HNB prioriza segurança e qualidade de vida

Postado em: 17/11/2014

(Foto: Divulgação)

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que em 2025, o Brasil terá a sexta maior população mundial com 60 anos e mais, atingindo cerca de 34 milhões de pessoas.

Se, por um lado, mostra uma desejável evolução da expectativa de vida dos brasileiros, por outro este aumento da população idosa no País em praticamente uma década, traz à tona a necessidade de nos prepararmos para as dificuldades naturais que acompanham o processo de envelhecimento.

Diante desse quadro ao mesmo tempo promissor e preocupante, o grande desafio que se impõe é o de assegurar a independência, a autonomia e a qualidade de vida dessa população crescente.

OBJETIVO

Segundo a especialista Dra. Natalia Cerri Vieira, do setor de Geriatra e Gerontologia do Hospital Nipo-Brasileiro (HNB), o objetivo maior é garantir um envelhecimento com qualidade de vida, buscando preservar a capacidade funcional dos idosos, ou seja, a capacidade de conduzir as suas próprias atividades de rotina.

Esta necessidade ocorre, segundo a Dra. Natália, em razão das alterações físicas, psíquicas e emocionais a que estamos sujeitos ao envelhecer, que acabam naturalmente mudando a nossa capacidade de execução das mais simples às mais complexas atividades de nossa rotina diária.

Dessa forma, explica a Dra. Natália, o segredo para uma vida saudável na velhice passa idealmente pela nossa capacidade de nos mantermos ativos e independentes, através de um roteiro prático de atitudes e atividades. O primeiro passo significativo, segundo ela, é a aceitação do fato de que envelhecer faz parte do ciclo natural da vida.

Na sequência, procurar modificar hábitos de vida prejudiciais à nossa saúde; abandonar vícios, adotar uma alimentação saudável e balanceada; evitar o sedentarismo, praticando regularmente atividades físicas; fazer avaliações periódicas de saúde; desenvolver atividades sociais; e atividades capazes de exercitar a memória.

Em resumo, procurar viver a vida de uma forma ativa, participativa e produtiva.

AMEAÇAS

Uma das principais ameaças à longevidade, segundo a especialista, são os perigos da má nutrição, uma vez que com o envelhecimento, ocorrem mudanças significativas na estrutura corporal, como aumento da gordura total, diminuição da massa magra e da hidratação.

Segundo ela, na medida em que as pessoas envelhecem, a manutenção de uma dieta equilibrada com proteínas, vitaminas, carboidratos, cálcio e outros nutrientes são imprescindíveis para a saúde como um todo.

Estudos norte-americanos mostram que já a partir dos 40 anos, as pessoas perdem cerca de 8% da massa muscular em cada dez anos, agravados pela redução no consumo de alimentos e das práticas de atividade física.

Em razão disso, a Dra. Natália destaca a importância da identificação dos idosos com risco de desenvolver fragilidade, com risco nutricional, para permitir a adoção de um programa de nutrição e de atividade física capaz de prevenir, reverter e reduzir o processo de fragilidade, melhorando a funcionalidade e a qualidade de vida dos idosos, principalmente aqueles em fase mais longeva.

(Foto: Divulgação)

PIONEIRISMO

Um dos fatores apontado como responsável por essas alterações nutricionais, é o fato de uma parcela significativa de idosos acima dos 60 anos morar sozinha e sofrer descuidos graves em suas respectivas rotinas de alimentação. Segundo dados do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, existem hoje mais de 3 milhões de pessoas com 60 anos ou mais morando sozinhas.

A Dra. Natália destaca o pioneirismo do Hospital Nipo-Brasileiro (HNB) em compor uma equipe médica e multidisciplinar especializada para o atendimento a nível hospitalar dessa crescente população. Dando continuidade na assistência após a alta a equipe poderá dar continuidade no acompanhamento no consultório, que atenderá também aqueles idosos que tiverem interesse no acompanhamento geriátrico. 

 

 


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